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Psiquiatra em Sinop: Dra. Iasmin Torres explica depressão, ansiedade e os tabus da saúde mental

Assim como a pele, o coração ou o metabolismo, a mente também precisa de cuidado. Essa é a ideia que atravessa o quarto episódio do BellaDore Cast, o podcast do BellaDore Centro Clínico, em Sinop (MT).

Neste episódio, a Dra. Isabela recebe a Dra. Iasmin Torres, psiquiatra em Sinop e uma das médicas que atendem na BellaDore, para uma conversa leve e sem tabu sobre saúde mental. Elas falam sobre a diferença entre psiquiatra e psicólogo, o que esperar da primeira consulta, como diferenciar tristeza de depressão, quando a ansiedade deixa de ser normal, os mitos sobre o remédio psiquiátrico e o papel da família no tratamento.


Assista ao episódio completo


Por que a BellaDore criou um podcast

O BellaDore Cast nasceu de uma ideia simples: saúde se explica melhor conversando.

Consulta tem tempo curto, e nem toda dúvida cabe nela. O podcast abre um espaço para que os profissionais que atendem na BellaDore desenvolvam o raciocínio, desfaçam confusões e falem com calma sobre o que importa, sem a pressa do consultório e sem a superficialidade de um post. Cada episódio recebe um profissional diferente do corpo clínico.

Na saúde mental, essa proposta ganha ainda mais sentido. Muita gente adia a primeira consulta por medo do que vai encontrar. Ouvir uma psiquiatra explicando, sem jargão, como o cuidado funciona na prática é uma forma de encurtar essa distância.profissional diferente do corpo clínico.

LEIA TAMBÉM: Cirurgião de face em Sinop: Dr. Paulo César explica cirurgia da face, laser de CO2 e alergia


Quem é a Dra. Iasmin Torres

A Dra. Iasmin Viana Torres (CRM-MT 15369 · RQE 8495) é médica psiquiatra, com formação em psiquiatria no interior de São Paulo. Voltou para Sinop há cerca de três anos e hoje atende adultos como psiquiatra em Sinop, na BellaDore Centro Clínico, presencialmente e online.

A psiquiatria não estava nos planos desde o início: até o fim da graduação, ela achava que seria cirurgiã. A virada veio no internato, quando acompanhou uma criança em quadro de psicose, muito agressiva, que só conseguia conversar com calma justamente com ela.

“E aí foi quando eu brilhei os olhos, realmente, para a psiquiatria.”  (Dra. Iasmin Torres)

No consultório, ela aposta em um jeito leve, próximo e sem formalidade excessiva. Para ela, a distância inibe o paciente, e ser quem se é ajuda a construir confiança.

“Eu não consigo ser aquela pessoa muito formal, sabe?”  (Dra. Iasmin Torres)


Psiquiatra ou psicólogo: qual é a diferença?

Essa é uma das dúvidas mais comuns, e a resposta começa pela formação. O psiquiatra é médico. Ele faz uma avaliação clínica dos sintomas, entende o quanto eles trazem sofrimento e prejuízo para a vida da pessoa e, quando há indicação, pode prescrever medicação.

O psicólogo tem formação em psicologia e trabalha com o comportamento: por que a pessoa age de determinada forma e como construir respostas mais saudáveis, por meio da psicoterapia.

Uma área não substitui a outra. A Dra. Iasmin conta que, mesmo quando o paciente chega encaminhado por outro médico, ela faz questão de indicar também o acompanhamento psicológico, porque a medicação sozinha não resolve tudo.

“nem sempre o paciente vai precisar só do psiquiatra, só do psicólogo.”  (Dra. Iasmin Torres)


O tabu que ainda faz muita gente adiar a ajuda

Na psiquiatria, é comum o paciente procurar ajuda só quando os sintomas já estão atrapalhando muito a rotina. Parte disso vem do preconceito com a especialidade: a Dra. Iasmin conta que ainda ouve, com frequência, frases que diminuem quem procura um psiquiatra.

“todo mundo precisa cuidar da saúde mental, e que saúde mental é importante. Assim como a pele é importante, a mente também é importante.”  (Dra. Iasmin Torres)

Adiar o cuidado tem custo. Quanto mais tempo a pessoa espera, mais o sofrimento se acumula, no trabalho, nas relações e no próprio corpo.

Pele e mente: quando a dermatologia encontra a psiquiatria

Durante a conversa, a Dra. Isabela, que é dermatologista, trouxe uma relação que vê com frequência no consultório: quadros como psoríase e dermatite costumam piorar em fases de mais estresse ou de humor mais baixo. Às vezes, o paciente trata a pele várias vezes sem olhar para o que está por trás.

É um exemplo de por que reunir especialidades no mesmo espaço faz diferença. Quando o dermatologista percebe que o emocional pesa no quadro, a conversa com a psiquiatria pode acontecer ali mesmo, entre colegas que se conhecem.


O que esperar da primeira consulta com o psiquiatra

Muita gente chega à primeira consulta com medo do que vai acontecer lá dentro. Na prática, ela é, antes de tudo, uma conversa.

“É um bom diálogo. Então ele precisa saber da sua história.”  (Dra. Iasmin Torres)

O psiquiatra precisa entender o contexto e de onde vêm os sintomas. Se o paciente estiver receoso, um acompanhante pode entrar junto, ou a conversa pode começar só com o paciente e o acompanhante participar depois.


O autodiagnóstico das redes sociais

Os vídeos curtos sobre saúde mental ajudaram a desmistificar muita coisa, mas trouxeram um efeito colateral: o autodiagnóstico. Hoje é comum o paciente chegar ao consultório já com um rótulo, como TDAH, a partir de um vídeo que viu na internet.

A Dra. Iasmin lembra que a psiquiatria é cheia de nuances. TDAH e autismo ganharam espaço nas redes, mas existem muitos outros quadros, como os transtornos de humor (entre eles o transtorno bipolar) e os de personalidade, e diagnósticos diferentes podem coexistir na mesma pessoa. Por isso, o papel do psiquiatra é entender por que a pessoa acredita ter aquele diagnóstico e investigar a história completa antes de qualquer conclusão.os pesam no resultado. Pele muito desidratada, exposição solar sem proteção, cigarro e episódios frequentes de herpes são fatores que o cirurgião avalia antes de indicar o laser, justamente para proteger o resultado. 


Não era preguiça: tristeza ou depressão?

Um dos vídeos mais vistos do perfil da Dra. Iasmin fala do momento em que a pessoa em tratamento percebe que não era preguiça, era depressão. No episódio, ela explica como diferenciar a tristeza, que faz parte da vida, de um quadro que precisa de cuidado.

Para explicar, ela recomenda o filme Divertida Mente: todos nós temos emoções, e a tristeza é uma delas. Ficar triste diante de uma situação difícil, ou passar alguns dias mais instável, não significa ter depressão.

“a depressão em si, ela acontece quando você perde o prazer daquilo que antes você gostava muito”  (Dra. Iasmin Torres)

Além da perda de prazer, a depressão costuma vir com cansaço constante, sensação de peso e, às vezes, sono em excesso, que funciona como uma fuga da realidade. A Dra. Iasmin conta que muitos pacientes descrevem a própria vida como cinza, e por isso ela costuma fazer uma pergunta simples:

“Eu pergunto: ‘qual é a cor da sua vida?’”  (Dra. Iasmin Torres)

Nos quadros mais graves, podem surgir pensamentos de morte. Nesses casos, a ajuda precisa ser imediata.

Se você está passando por um momento difícil, não espere para pedir ajuda. O CVV (Centro de Valorização da Vida) atende 24 horas, de graça, pelo telefone 188 ou pelo site cvv.org.br. Em caso de emergência, ligue 192 (SAMU) ou procure o pronto atendimento mais próximo.

Depressão e ansiedade podem andar juntas?

Sim. A Dra. Iasmin usa a pandemia como exemplo: muita gente ficou ansiosa por estar confinada e, com o tempo, também deprimida, ao perder a rotina e as atividades que davam prazer. Os dois quadros podem acontecer ao mesmo tempo, e a avaliação precisa considerar ambos.


Quando a ansiedade deixa de ser normal

Um pouco de ansiedade é útil: é ela que prepara a gente para uma prova ou para uma situação nova. Ela passa a ser um problema quando o pensamento fica acelerado e antecipa sempre o pior, como se algo ruim estivesse prestes a acontecer, e quando começa a trazer sofrimento e prejuízo para a rotina.

“aquela ansiedade que te traz um prejuízo, um sofrimento, te causa insônia e tudo mais”  (Dra. Iasmin Torres)

Como otorrinolaringologista, ele avalia se a queixa vem de um desvio de septo, de uma hipertrofia dos cornetos (a popular “carne esponjosa”) ou de um processo alérgico, que costuma se repetir. O ponto central: operar sozinho nem sempre resolve. Sem tratar a alergia por trás, o problema tende a voltar. 

Como a família percebe que alguém precisa de ajuda

Nem sempre quem está em sofrimento consegue pedir ajuda. Por isso, o olhar de quem está perto faz diferença. Um dos sinais mais comuns, segundo a Dra. Iasmin, é o isolamento: a pessoa deixa de sair, evita encontros e se afasta do que antes fazia parte da rotina.

“Procure conversar. Às vezes, uma boa conversa já faz com que a pessoa se abra com você”  (Dra. Iasmin Torres)

A família também pesa no tratamento. O preconceito dentro de casa pode deixar a pessoa ainda pior, enquanto uma rede de apoio próxima ajuda a sustentar o cuidado. E existe um componente genético: quem tem parentes de primeiro grau com algum transtorno mental tem risco maior de desenvolver o mesmo quadro, o que reforça a importância de olhar para a história da família sem julgamento.


Remédio psiquiátrico vicia?

É um dos medos mais comuns, e muitos pacientes já chegam dizendo que vão parar assim que se sentirem melhor. A Dra. Iasmin costuma usar uma comparação simples: quem toma remédio para pressão não está viciado, está tratando uma condição. Com o antidepressivo, o raciocínio é o mesmo.

“Isso não significa que você vai precisar dele pro resto da vida.”  (Dra. Iasmin Torres)

O tempo de tratamento depende de cada caso. Em alguns quadros, depois que os sintomas se estabilizam, o tratamento é mantido por um período e a retirada é feita de forma gradual, com orientação médica. Em outros, o acompanhamento precisa ser mais longo. O que não funciona é interromper por conta própria: segundo a Dra. Iasmin, quem para sozinho costuma voltar ao consultório, e o tratamento fica mais difícil.

Canetas emagrecedoras, internet e o medo de engordar

Outro tema atual é o medo de que a medicação psiquiátrica cause ganho de peso, num momento em que as canetas emagrecedoras e a busca por uma magreza extrema estão em alta. Muitos pacientes pesquisam a medicação em ferramentas de inteligência artificial, leem sobre possíveis efeitos colaterais e chegam ao consultório inseguros.

A Dra. Iasmin lembra que o tratamento é individualizado: o mesmo remédio pode ter efeitos diferentes em pessoas diferentes.

“eu posso tomar o mesmo remédio que você e ter outra reação”  (Dra. Iasmin Torres)

Quando a saúde metabólica é uma preocupação, o cuidado pode ser feito em conjunto com outras especialidades, um tema que o nutrólogo Dr. Paulo Forti aprofundou no segundo episódio do BellaDore Cast. Diante de qualquer dúvida, a orientação é conversar com o médico antes de mudar ou interromper o tratamento.

Um ambiente que acolhe: por que a Dra. Iasmin escolheu a BellaDore

Na psiquiatria, o ambiente faz parte do atendimento. Ruído, excesso de informação e uma recepção apressada incomodam quem está bem e pesam ainda mais para quem não está.

Ao contar como chegou à BellaDore, a Dra. Iasmin destaca justamente isso: o acolhimento desde o primeiro contato, uma equipe preparada para receber quem chega fragilizado e um espaço silencioso.

“um ambiente calmo, tranquilo, não tem barulheira nem nada”  (Dra. Iasmin Torres)

Ela também valoriza a convivência com outras especialidades no mesmo espaço, que aproxima os médicos e facilita o cuidado com o paciente como um todo.

Uma mensagem para quem está passando por um momento difícil

No fim do episódio, a Dra. Isabela pediu à Dra. Iasmin uma mensagem para quem está atravessando uma fase difícil, consigo mesmo ou na família.

“o que eu sempre costumo dizer ao paciente é que ele pode sempre se sentir acolhido”  (Dra. Iasmin Torres)

“Lembre-se que nem sempre ela é para sempre. Ela também não faz milagre, mas ela vai te ajudar muito.”  (Dra. Iasmin Torres)

Sobre a BellaDore

A BellaDore é um centro clínico multiespecialidade em Sinop, Mato Grosso, fundado pelas irmãs médicas Dra. Isabela e Dra. Isadora. A clínica reúne diferentes áreas da saúde em um mesmo espaço, com foco na experiência do paciente e no atendimento humanizado.

Na saúde mental, essa integração ganha um peso especial: corpo e mente não funcionam separados, e o cuidado também não deveria.

A Dra. Iasmin Torres atende na BellaDore Centro Clínico.

📍 Rua das Caviúnas, 1916, Setor Comercial, Sinop (MT)

📞 (66) 99725-7075

🌐 belladore.com.br


Perguntas frequentes

Qual a diferença entre psiquiatra e psicólogo?

O psiquiatra é médico: avalia os sintomas, faz o diagnóstico e, quando há indicação, prescreve medicação. O psicólogo tem formação em psicologia e trabalha o comportamento e as emoções por meio da psicoterapia. Os dois cuidados se complementam e, em muitos casos, caminham juntos.

Quando procurar um psiquiatra?

Quando tristeza, ansiedade, alterações de sono, cansaço constante ou isolamento começam a causar sofrimento e prejuízo na rotina, no trabalho ou nas relações. Não é preciso esperar chegar ao limite para buscar avaliação.

Como é a primeira consulta com o psiquiatra?

É, antes de tudo, uma conversa. O psiquiatra precisa conhecer a história da pessoa e o contexto em que os sintomas surgiram. Se o paciente preferir, um acompanhante pode participar de parte da consulta.

Como saber se é tristeza ou depressão?

A tristeza é uma emoção natural diante de situações difíceis e tende a passar. Na depressão, a pessoa perde o prazer em coisas de que antes gostava, sente cansaço constante e peso no dia a dia, e esses sinais persistem. Na dúvida, o caminho é a avaliação médica.

Quando a ansiedade deixa de ser normal?

Quando o pensamento fica acelerado e antecipa sempre o pior, e quando a ansiedade passa a causar sofrimento, insônia e prejuízo na rotina. Um pouco de ansiedade diante de situações novas é esperado.

Depressão e ansiedade podem acontecer ao mesmo tempo?

Sim. Os dois quadros podem coexistir, e a avaliação precisa considerar ambos.

Remédio psiquiátrico vicia?

Segundo a Dra. Iasmin, usar a medicação com indicação e acompanhamento não é vício, assim como tomar remédio para pressão não é. O tempo de tratamento varia: em alguns casos, o remédio é retirado de forma gradual depois de um período; em outros, o acompanhamento é mais longo. Quem define é o psiquiatra.

Posso parar o remédio quando começar a me sentir melhor?

Não por conta própria. A melhora costuma ser sinal de que o tratamento está funcionando. Interromper sem orientação aumenta o risco de os sintomas voltarem e pode tornar o tratamento mais difícil. Qualquer mudança deve ser combinada com o médico.

Como perceber que alguém próximo precisa de ajuda?

Fique atento a sinais como isolamento, desânimo persistente, perda de interesse e afastamento da rotina. Procure conversar sem julgamento: muitas vezes, uma boa conversa ajuda a pessoa a se abrir e a aceitar buscar avaliação.

Estresse pode piorar problemas de pele?

Pode. Quadros como psoríase e dermatite costumam piorar em fases de estresse ou de humor mais baixo. Quando isso se repete, vale olhar também para a saúde mental, com apoio do dermatologista e do psiquiatra.

Existe psiquiatra em Sinop?

Sim. A Dra. Iasmin Viana Torres (CRM-MT 15369 · RQE 8495) é médica psiquiatra e atende adultos na BellaDore Centro Clínico, em Sinop (MT), presencialmente e online.

O que é o BellaDore Cast e onde assistir?

É o podcast oficial da BellaDore, centro clínico multiespecialidade de Sinop (MT), com conversas sobre saúde, medicina e cuidado. O quarto episódio tem como convidada a psiquiatra Dra. Iasmin Torres. Os episódios estão no canal da BellaDore no YouTube e podem ser assistidos nesta página.

Este conteúdo tem caráter informativo e educativo e não substitui a consulta médica. Procure um profissional de saúde para avaliação individualizada.

Acompanhe os próximos episódios do BellaDore Cast e os conteúdos da clínica no Instagram @belladoresinop.

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